Exposições

Choro do Quintal ao Municipal

Do Quintal ao Municipal deve ser entendido entre aspas, mais como uma alusão à visão tradicional da história do choro, que pode começar a ser revista. Do Quintal ao Municipal sim, mas também de volta ao Quintal novamente, e assim sem parar, num movimento de ida e vinda (…) a banda de Anacleto de Medeiros já apresentara uma seleção de temas de Il Guarany, Villa-Lobos já frequentara as rodas de choro da casa do pai de Pixinguinha; e o pioneiro do violão chorista, Sátiro Bilhar (que nome!), tocara também música clássica. Então quem veio primeiro: o Quintal ou o Municipal?

Hermano Vianna, no prefácio do livro Choro do Quintal ao Municipal

Muitos se perguntam como foi possível a trajetória realizada pelo Choro ao longo dos últimos cento e tantos anos. No momento em que a música popular foi se atrelando cada vez mais à demanda fonográfica, o choro driblou as armadilhas, superou a perda de seus grandes ídolos – Pixinguinha e Jacob do Bandolim – e chegou ao século XXI mais forte do que nunca.

A exposição Choro do Quintal ao Municipal, foi desenvolvida a partir do livro homônimo, de Henrique Cazes, publicação definitiva sobre a trajetória dessa musicalidade, seus heróis, seus instrumentos e seus múltiplos ambientes, do quintal ao Municipal. Identifica a cadeia evolutiva do Choro, desde os pioneiros como Joaquim A. S. Callado e Anacleto de Medeiros até os contemporâneos Paulinho da Viola e Hermeto Pascoal.

Pesquisa

A montagem contou com ampla pesquisa de acervo – iconográfico, partituras, instrumentos, objetos, documentos e memória oral – concentrando e gerando informações sobre o tema. Apesar de tanta importância, as informações sobre o Choro se encontravam ainda dispersas em acervos particulares, de colecionadores e herdeiros, em museus, arquivos públicos, bibliotecas e instituições. Identificar esse acervo continua sendo fundamental para reunir a memória do Choro.

Pretendeu também promover e divulgar o Choro, evidenciando sua efervescência e contemporaneidade, mapeando as novas formações e grupos atuantes no Choro, apoiando a sua inserção no mercado fonográfico.

Ciclo musical

Como extensão do projeto, o BNDES realizou, em novembro de 2001, um ciclo musical, com 4 shows e diversos interpretes, abordando a história do Choro.

Coletânea criada e montada por Henrique Cazes para acompanhar e ilustrar seu livro Choro do Quintal ao Municipal. Clique aqui e conheça o repertório.

Espaço BNDES
Inauguração 7 de agosto de 2001

UERJ / Encontro de Pesquisadores da MPB (MIS).  Rio de Janeiro, outubro 2001
Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil S.A. Fortaleza, janeiro 2004
Parkshopping. Brasília, agosto 2005
Natura. São Paulo, 2005

Idealização e Coordenação: Ana Cunha .  Curadoria: Henrique Cazes  . Ambientação Cênica: Jefferson Duarte . Design: Andréia Resende . Designer Assistente: Flavio Loureiro . Coordenação de Pesquisa: Simone Pereira de Sá . Pesquisadores: Felipe Barros e Leonardo de Marchi . Fotos e Reproduções: Fernando Torres . Equipe de Produção: Tânia Galhardo, Clarice Pamplona e Dinho.

Parcerias
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES)
Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil S.A
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ)
Apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense – PPGCOM/UFF e da Secretaria Municipal de Cultura (RJ)

Site Musica na Rede

Curadoria e Produção: Henrique Cazes e Ana Cunha
Cenografia: Jefferson Duarte – Celophane Cultural

Design: Andrea Resende e Flávio Loureiro
Montagem Brasília e Natura SP: Candotti Cenografia

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